Gato L!nk

Não é de hoje que alguns humanos vêm espalhando diversos boatos e criando mitos sobre os gatos e nós (quase) nunca tínhamos o direito de resposta. Por isso, nós do Tudo Gato decidimos “caçar” esses mitos um por um e desconstruí-los, principalmente para informar aqueles que ainda possam ter algum preconceito com os pobres felinos.

E para essa tarefa investigativa nada melhor que um gato como eu, com toda a experiência e vivência no assunto!

Para começar, nesse nosso primeiro post, vamos tratar logo de desmistificar a ideia de que gatos são frios e insensíveis.

Apesar de nos dias atuais existirem muitas pessoas que infelizmente pensam dessa forma, a situação não foi sempre assim - muito pelo contrário: na Antiguidade, nós gatos éramos muito bem vistos e queridos pelos humanos da época. Escavações feitas no Egito revelaram que existe uma infinidade de registros em pinturas e até mesmo estátuas indicando que essa amizade entre o bicho-homem e os felinos domésticos começou há cerca de 9.500 anos. O amor pelos gatinhos era tanto que eles eram considerados sagrados e se alguém fizesse um mal a um gato seria penalizado na mesma moeda. Na antiga Pérsia acreditava-se que o gato era o verdadeiro melhor amigo do homem e que maltratando um gato você estaria maltratando um espírito responsável por fazer companhia ao humano durante sua passagem pela Terra.


Foi só no início da Idade Média que a coisa mudou de figura e começaram a querer nos envolver em superstições - tudo por causa dos nossos hábitos noturnos parecerem muitas vezes “estranhos” aos olhos de algumas pessoas.

Vejam então como é importante que antes de qualquer coisa nós gatinhos nos façamos entender, pois conhecendo nosso modo de agir e expressar sensações fica fácil perceber que somos tão carinhosos quanto qualquer outro pet e as vezes até mais. O fato é que cada animal é um ser único e, assim como acontece com os seres humanos, somos também influenciados pelo meio em que vivemos. Apenas rotular a nós gatos como “frios” ou “interesseiros” de forma generalizada é ignorar toda uma variedade de personalidades e costumes.

E alguém pode perguntar: “mas L!nk, tem jeito de saber o que meu gatinho está ‘dizendo’?”.
É elementar, meus caros! Vamos ver algumas demonstrações muito comuns de verificar e que fazem toda a diferença na relação entre nós gatos e nossos humanos:

Pra começar tem a piscadela. Não damos confiança a qualquer um, é verdade. Quando encaramos um estranho ou mesmo um “inimigo” em potencial mantemos sempre nosso olhar fixo, sem piscar.

Então, ao piscarmos nossos olhos na presença de outro gato, ou os cerramos despreocupados diante de nossos humanos estamos demonstrando extrema confiança num gesto de aceitação, pois o pouco tempo que dura essa piscadinha nos deixa vulneráveis.

Tem humano que não gosta que mexam em seus cabelos, não é mesmo? Saiba que conosco não é diferente. No entanto, quando gostamos de alguém e confiamos nele é lambendo uns aos outros que construímos nossos relacionamentos. Logo, ao deixar que nos escovem estamos dizendo que confiamos. Saiba que receber também uma “lambidinha” nossa é um sinal de puro carinho.

É através do esfregar das nossas cabeças que liberamos nosso cheirinho e assim marcarmos território. Quando seu gatinho faz isso, se esfregando em você, ele está dizendo claramente “você é meu!” (você e todas as outras coisas em que ele se esfregar que a gente é possessivo, sim!).

Se um gato mostra sua barriga para você, pode ter certeza que você é especial para ele e ele confia em você. Numa briga, nossa barriga é um dos locais mais perigosos de serem atingidos, então instintivamente nós temos uma tendência a tentar protegê-la. Esse tipo de exposição é certamente um caso sério de confiança e claro, um carinho na barriga é uma delícia.

Ah, e a massaginha? Esse é particularmente um dos meus momentos prediletos, pois me lembra da infância, quando ainda estava na fase da amamentação. Enquanto mamávamos fazíamos esse movimento ritmado pra estimular o fluxo de leite de nossas mamães. Fazendo esse movimento com nossos humanos criamos um laço afetivo e maternal (ou paternal) com eles.

E claro, não podemos nos esquecer do Ronron. Quando estamos tranquilos e alegres é natural começarmos a ronronar. Não sei por quê mas isso nos traz uma paz imensa!


O fato é que essa história de que não ligamos pra carinho e que só pensamos nos humanos com segundas intenções é totalmente furada. Alguns de nós são mais afetuosos que outros, é claro, mas assim como outros animais, cada um tem sua peculiaridade e através da convivência mútua, gatos e humanos vão aprendendo a reconhecer seus gostos e o amor só vai aumentar.

#maisronron #mundogato #gatoterapia

Esta é uma parceria com a Whiskas Brasil

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Gato L!nk
Instagram: @tudogato






Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas

Eis uma brincadeira muito divertida para ensinar aos bichanos: buscar uma bolinha! Parece algo impensável, até porque, no imaginário popular, somente cães seriam capazes de tamanha proeza.

Antes de mais nada, vale mencionar que muitos gatos já são naturalmente predispostos a buscar bolinhas, sem necessidade de qualquer treinamento. Esse comportamento está relacionado ao instinto caçador dos felinos, já que uma bolinha rolando ou “voando” é muito semelhante a qualquer presa que poderia ser caçada. A maioria dos que convivem com gatos já amassou uma folha de papel e jogou para o pequeno buscar: eles costumam adorar e se empolgar bastante com essa interação!

Mas é possível avançar ainda mais na diversão, treinando o gato para que, quando ele visualizar a bolinha sendo lançada, busque-a e a traga de volta! Mesmo gatos que não se interessam muito podem aprender. Basta seguir as dicas a seguir.

Para começar, a bolinha deve ser muito interessante, para que o gato fique motivado a “caçá-la”, toda vez que for jogada. Para tanto, basta colocar um petisco que o gato goste bastante em uma folha de papel embrulhada como bolinha, e jogar para ele. Se no início ele não se interessar tanto, deve-se deixar o petisco mais visível, fácil de ser comido. Vale testar se o gato se motiva mais com ela sendo jogada para o alto ou rente ao chão: gatos podem ser melhores caçadores de “coisas que voam” ou “rastejam”!

E, assim, começar a jogar a bolinha recheada várias vezes, para que o bichano sempre queira persegui-la e pegá-la com a boca, para comer o petisco que estará lá dentro. Assim que ele já estiver bem acostumado e interessado na brincadeira, a bolinha não precisará ser mais recheada, podendo ser somente jogada. Quando o gato estiver com ela na boca, deve-se rapidamente oferecer o petisco gostoso. Cuidado nessa fase, pois ele pode se desinteressar pela bolinha e querer somente o petisco. Para evitar que isso aconteça, o ideal é que ele fique escondido e só seja oferecido quando a bolinha estiver na boca do gato.

O próximo passo é somente recompensar quando o gato soltar a bolinha espontaneamente – provavelmente, já à espera da recompensa que foi usada tantas vezes nos treinos anteriores. Então, temos o comportamento completo: joga-se a bolinha, o gato busca e a traz correndo para o tutor, solta aos pés desse e recebe a recompensa! Pronto, mais um truque para divertir a todos!

Vale a pena investir algum tempo para ensinar o gato a buscar a bola, pois é uma forma divertida de incentivá-lo a exercitar seus instintos naturais de caçador, além de ser uma excelente atividade física e mental, que estreita o laço com o tutor. Tudo visando garantir o bem-estar do bichano!

A seguir, dois vídeos divertidos que mostram gatos brincando de buscar a bolinha:







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Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3571-8138 ou acesse www.caocidadao.com.br.




Com o friozinho se aproximando em algumas partes do país, o gato homenageado essa semana, bom, é a maioria dos gatos, os friorentos!



Gatos e lugares quentinhos são uma combinação perfeita! Seja tostando a barriga no sol, se aconchegando embaixo do cobertor, no colo da gente ou com roupinhas próprias, os gatos estão sempre felizes e relaxados quando se mantem quentinhos!

Algumas raças como Sphynx precisam usar roupinhas no inverno, outros são calmos e aguentam um fashion show e fotos fofíssimas, mas NUNCA force o seu companheiro a usar roupas e acessórios se eles são avessos a essas coisas!



Gatos mais idosos sentem mais o frio, o pelo é naturalmente mais fino, as juntas podem estar doloridas... tenha certeza que o seu vovozinho possui um lugar quente e confortável para suas sonecas!

E tem coisa muito melhor que se enroscar num cobertor com um ou mais gatos, uma bebida quentinha e um bom livro ou filme?


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Bea



Mike e Megan resolveram criar uma ponte de cordas para seus 3 gatos se entreterem. A ponte Indiana Jones (Indiana Jones Cat Bridge). A ponte ficou tão bacana e fez tanto sucesso com os bichanos que a mãe de Mike sugeriu que começassem a vende-la pelo Etsy. E foi assim que a CatastrophiCreations começou.

Indiana Jones Bridge
As primeiras pontes foram criadas dentro do apartamento do casal em Portland, EUA, mais especificamente no quarto de hóspedes, até que os vizinhos começaram a reclamar. Assim, eles mudaram a produção para uma pequena garagem e fizeram parceria com um marceneiro especializado em peças para crianças, o que garantiu a segurança e qualidade dos novos produtos.

Depois disso os produtos fizeram tanto sucesso que hoje eles contam com vários funcionários em um grande espaço para construir todo os seus produtos.

Vertical Cat Fort
Cat Sky Track
Deluxe Play Place
O objetivo da empresa, segundo Mike, é construir um mobiliário para gatos com produtos interessantes e elegantes. Móveis funcionais mas sem perder o foco em design, desde o uso de técnicas como a queima da madeira para ter um acabamento mais exótico como móveis em fibra de carbono (ainda em desenvolvimento).

Shelf - Wood burned fish

Cat Dining Room Table

Cat Bridge

Floating Sisal Cat Post
E todos os produtos são testados por especialistas, os próprios gatos do casal  - Ickle, Heisenberg e Lylah . Eles que decidem se o produto é útil e divertido.



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Fernanda Frias
twitter: @a_fepa




1 de mai de 2015

Van Turco | Gatos de Raça


vetstreet.com

Van Turco não é um automóvel, nem um modelo de roupa, não é algo para comer, não é um tipo de dança. Van Turco é uma poderosa raça de gatos, grande, maravilhosa, ativa, inteligente, bonita, forte, saudável e sem defeitos genéticos conhecidos. É uma raça natural originária da Turquia, e não uma raça feita pelo homem.

O Van Turco tornou-se famoso por seu amor à água, e é conhecido como o gato nadador. Esta predileção por água é visto como surpreendente por muitas pessoas que erradamente acreditam que "todos os gatos odeiam água.

História
O gato conhecido como Van Turco é uma raça rara e antiga que se desenvolveu na região central e sudoeste da Ásia, que abrange hoje os países do Irã, Iraque, ao sudoeste da União Soviética e Turquia oriental. "Van" é um termo comum na região que tem sido dado a um número de cidades, aldeias e até mesmo a um lago - Lago Van - por isso não é nenhuma surpresa que o gato exclusivamente modelado para a região foi nomeado o "gato Van" pelos moradores.

Em 1955, duas fotógrafas britânicas, Laura Lushington e Sonia Halliday, foram contratadas pelo ministério da cultura e turismo da Turquia para divulgar o país e promover o turismo na Turquia, viajando e fotografando pessoas e locais de interesse para os turistas. Enquanto estiveram, na Turquia, as fotografas tornaram-se interessadas nos gatos brancos de pelos  compridos com marcações coloridas na cabeça e cauda.

Quando as senhoras Laura Lushington e Sonia Halliday devido ao grande calor do verão, foram se banhar em uma lagoa e ficaram maravilhadas quando os gatinhos entraram na água e nadaram ao seu redor. Elas levaram dois gatinhos para a Inglaterra e começaram a promover a raça.

O primeiro Van Turco chegou aos Estados Unidos na década de 1970, mas foi depois que os criadores Barbara e Jack Reark importaram dois gatos da raça Van Turco da França, em 1983, que a raça começou a florescer na América do Norte.

CFA aceitou a raça para o campeonato em 1994.

TICA aceitou a raça para o campeonato em 1985.

vetstreet.com

Aparência

Descrição
O Van Turco é uma raça natural, conhecida por seu padrão de cor distinta. Na verdade, a palavra "Van" agora é usada para descrever gatos brancos com cabeça e cauda com marcações coloridas. Os machos adultos pesam entre 5 e 7 quilos; fêmeas adultas pesam entre 4 e 5 quilos. O Van pode levar de três a cinco anos para atingir a plena maturidade.

Corpo
O corpo é moderadamente longo, amplo, robusto, de peito largo e musculoso. Os machos adultos mostram acentuado desenvolvimento muscular no pescoço e ombros; os ombros são tão amplos quanto à cabeça e se direcionam para a caixa torácica de forma arredondada e, em seguida, uma acentuada musculatura na região pélvica.

Membros locomotores
Com grandes desenvolvimentos musculares, moderadamente longos e bem separados.

Cauda
A cauda é longa, com pelagem cheia, mas em proporção com o corpo, com a aparência de pincel.

Cabeça 
A cabeça é  substancialmente ampla, em formato de  cunha com contornos suaves e um focinho de comprimento médio, maçãs do rosto proeminentes, e um queixo firme em uma linha reta. De perfil, o nariz tem uma ligeira quebra abaixo do nível dos olhos. O focinho é arredondado.

Pescoço
Pescoço curto e musculoso.

Orelhas
As orelhas são moderadamente grande, largas na base, definidas, bastante elevadas e bem abertas. As pontas são ligeiramente arredondadas; o interior possui bastante pelagem.

Olhos
Alertas e expressivos são moderadamente grandes, com uma abertura arredondada que é um pouco puxado nos cantos e com uma inclinação, eqüidistante da base externa da orelha até a ponta do nariz.
As cores dos olhos são âmbar, azul ou mista. A cor pode mudar com a idade

Pelagem
A pelagem é semi- longa, sem subpêlo. Tem uma textura de cashmere única que, repelem água e sujeira. Quando amadurece, a pelagem fica mais ampla e mais exuberante. Em resposta às faixas de temperaturas extremas encontradas na região montanhosa em torno do lago Van, o Van Turco se adaptou para uma pelagem mais curta nas estações quentes do ano, e no inverno  crescem tufos de pelos entre suas patas para proteger do frio.
Cor branca, com marcações na cabeça de e na cauda. As marcações podem ter qualquer  cor, com exceção daqueles que mostram provas de hibridação, como colorpoint e chocolate.

Mais detalhes:
http://www.tica.org/members/publications/standards/tv.pdf
http://www.cfa.org/Portals/0/documents/breeds/standards/turkish-Van.pdf

Saúde e Predisposição a Doenças

Ele é forte, vigoroso e saudável. Não há problemas genéticos conhecidos com esta raça.

Nenhuma doença ou predisposição digna de nota.

Cuidados


Apesar de precisar de cuidados mínimos, é uma boa idéia escová-los regularmente para remover pêlos mortos soltos e ajudar a prevenir bolas de pêlo.
Muitos deles gostam de água e assim podem desfrutar de um banho semanalmente.

Oferecer ração de boa qualidade.

Visitar regularmente o médico veterinário para vacinas e orientações detalhadas..

Comportamento/Temperamento

É extremamente enérgico e ativo. É sempre visto em movimento, saltando em prateleiras, correndo e saltando pela a casa ou simplesmente brincando com algum objeto.

É conhecido por ser um gato que prefere ficar no topo de tudo, observando os acontecimentos.

Alta energia emparelhada com um amor aos lugares altos faz deles gatos descuidados quando se trata de ornamentos que você colocou em locais altos, que achava inacessíveis.

Se você tiver um Van como companheiro, espera-se que as coisas sejam removidas das prateleiras.

Como um leão, o Van é conhecido por ser corajoso, e por ser um excelente caçador. Ele pode ser muito protetor, rosnando quando ouve sons incomuns de fora.

O Van constrói uma estreita ligação, com uma ou duas pessoas, mantendo-se dedicado por toda a vida, não sendo interessante mudar de proprietários.

Ele gosta de nadar, e freqüentemente o gato estará na piscina ou no lago. O fascínio com água estende-se a torneiras e chuveiros. O gato também é muito vocal e adora ser o centro das atenções, especialmente durante as refeições.

Curiosidade

Muhammad, o grande profeta do Islã, era um amante de gatos bem conhecido. Uma história contada muitas vezes conta a história de um gato Turco chamado Muezza que Muhammad ao invés de perturbar o sono do gato quando ele foi chamado para a oração, cortou a manga de seu roupão em que o gato dormia, para não acordá-lo.

Notas 

Nota 1: Apesar de todas as qualidades de um gato de raça, um vira latinha apresenta milhões de qualidades, que o farão tão ou mais especial que qualquer gato de raça pura.

Nota 2: Pense sempre em adotar um gatinho. Não existe um ato de amor tão especial, quanto à adoção. Seja adulto ou filhote, não compre, adote.














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Se você está pensando em ir ao cinema e ainda não sabe qual filme deve assistir, não perca mais tempo e corra ver “Cada Um na Sua Casa”, o novo filme da Dreamworks.

O filme é um combo de acertos. O roteiro talvez não impressione assim de cara, mas surpreende no desenvolvimento da história e na composição de seus ótimos personagens.

Um gato super fofo chamado Porquinho acompanha uma garotinha inteligentíssima e corajosa de nome Tip (Rihanna) numa aventura para reencontrar sua mãe em meio à uma invasão alienígena. Durante uma fuga de seus inimigos, uma raça de extraterrestres conhecida como Boov escolhe o planeta Terra como seu novo lar. Para isso, essas criaturinhas roxas se ocupam de realocar os humanos e transportá-los para um só lugar enquanto organizam o mundo de acordo com suas necessidades. É assim que a pequena Tip se separa de sua mãe e é assim também que ela conhece Oh (Jim Parsons, da série “The Big Bang Theory”), um boov “diferente” que não pensa como os demais e por isso acaba se envolvendo em confusões de proporções intergalácticas, sendo banido de seu grupo.

A diversão é garantida. Com ação e um humor de bom gosto o diretor Tim Johnson encanta o expectador com belas tomadas, um cenário colorido e acolhedor e algumas cenas em primeira pessoa se valendo do 3D que são de fazer segurar na cadeira. Destaque para um plano-sequência sob a visão do gato Porquinho se esgueirando pelo refúgio da protagonista para nos apresentá-la. Tim repete o sucesso que teve com “Formiguinha Z” de 1998 com um personagem questionador e inquieto conduzindo a trama e as suas descobertas através de uma garota forte e decidida. Assim como aconteceu com Z e Bala no filme anterior, Oh e Tip se entrosam muito bem e reforçam conceitos como amizade, humanidade e confiança.


Vale também destacar a grande importância desse filme do ponto de vista da representatividade. Há uma citação bastante interessante da atriz Whoopi Goldberg em que ela conta que quando ela tinha 9 anos de idade a série Jornada nas Estrelas foi ao ar pela primeira vez e quando ela viu a Tenente Uhura – mulher negra de destaque na frota estelar – entrar em cena, ela saiu pela casa gritando “mãe, todo mundo, depressa vem logo: tem uma moça negra na televisão e ela não é a empregada” e foi naquele momento que ela soube que poderia ser o que ela quisesse. Cada Um na Sua Casa é a primeira animação 3D na história a ter uma jovem negra como protagonista e isso é muito legal, inclusivo e serve de exemplo.

Não é um filme tão complexo tematicamente, mas também não é mais um destes que colecionam clichês. O texto é inteligente, leve, sutilmente engraçado e tem ótimos diálogos.



Um filme pra assistir com toda a família, mas você vai precisar esperar sair em DVD e Blu-Ray pra poder ver com seu bichano em casa.

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Alison
twitter: @menino_magro





Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas

Atualmente, muito se tem falado sobre a importância do enriquecimento ambiental para cães, ou seja, permitir que esses animais tenham atividades para se entreter sozinhos. Mas, com o aumento do número de pessoas que buscam a companhia de um felino doméstico, sabe-se que essa providência também é extremamente importante para eles!

É preciso proporcionar atividades que entretenham o bichano dentro de casa, proporcionando a ele uma vida física e mentalmente ativa. O enriquecimento ambiental deve ser pensado de acordo com as características comportamentais dos felinos, garantindo, assim, seu bem-estar.

Assim, seguem abaixo algumas dicas que certamente tornarão a vida do gatinho mais ativa:

felinos adoram escalar lugares altos de modo a enxergar seu mundo com maior controle. Dessa forma, uma dica simples é colocar prateleiras dispostas de modo a formar verdadeiros “labirintos-escadas”, onde o gato possa subir e se locomover.

providenciar que a casa ou apartamento tenha telas de proteção em janelas ou varandas. Assim, o gato poderá acompanhar o movimento exterior, sem o perigo de fuga ou queda. Certamente esses serão locais onde ele adorará passar algum tempo durante o dia, observando tudo o que acontece no exterior e tomando um bom banho de sol.

a alimentação também pode ser oferecida de forma a estimular o olfato e o instinto de caça inerente aos bichanos. Para tanto, em vez de deixar a ração à disposição, em um único pote, é interessante separar a quantidade diária em vários potinhos, dispostos em locais que ele terá que escalar e procurar. Além disso, embrulhar parte da comida em guardanapos ou envelopes dificultará a “caça”, obrigando-o a abrir o “pacote” para poder chegar à comida, o que é ótimo para estimulá-lo a exercitar seu instinto de caça. Pode-se utilizar também brinquedos dispensadores de comida.

gatos adoram arranhar. Providenciar um arranhador, que é vendido em lojas especializadas, ou fabricar um artesanalmente (pode-se usar cordas de sisal) é essencial para que o felino possa aparar as unhas e deixar sua marca visual e olfativa no território. Envolver o arranhador com  catnip (a chamada “erva do gato”) tornará o objeto ainda mais atraente e contribuirá para afastar o gatinho da mobília da casa.

bolinhas de ping-pong, bolinhas de papel e brinquedinhos próprios para gatos, que deslizam no chão, são ótimos atrativos para estimular o instinto de caçador desse pet, já que, ao tocar nos brinquedos, esses rolam e o gato corre atrás para “caçá-los”.

pendurar fios com guizos na ponta, em maçanetas de portas, estimula o gato a saltar para agarrar o objeto que faz barulho (é importante ter cuidado com qualquer tipo de fio: gatos podem facilmente se enroscar e um acidente pode acontecer, por isso, é importante se certificar de que o fio esteja bem preso e supervisionar a brincadeira).

as brincadeiras com ponteiras de laser costumam deixar os gatos malucos para caçar aquele pontinho vermelho na parede! Essa brincadeira divertida proporciona uma atividade física ótima para cansá-los! Vale terminar a sessão apontando o laser para um petisco gostoso, para que a caça realmente se consume.

Para que as dicas acima sejam seguidas, não é necessário gasto excessivo, já que, usando a imaginação e observando o que o gato da casa mais gosta de fazer, é possível criar brinquedos que deixarão a vida dele muito mais ativa e divertida! E a interação entre os membros da família e o gato será cada vez melhor!
   
Abaixo, alguns exemplos de como os bichanos se divertem com um enriquecimento ambiental caprichado!



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Cassia Rabelo Cardoso dos Santos
Colabora com textos para diversas publicações como o Guia Universo Pet, a Revista Pulo do Gato e a Revista Expressão. É adestradora da Cão Cidadão, franquia criada pelo especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, que há mais de 10 anos atua no mercado oferecendo serviços de adestramento e consultas de comportamento em domicílio para gatos, cães e outros pets.
Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone (11) 3571-8138, ou acesse www.caocidadao.com.br 





Falar de Hayao Miyazaki é falar de sofisticação e inteligência no que diz respeito a longas-metragens de animação; é se encantar por suas personagens femininas destemidas e contundentes; é entrar num mundo de sonhos com seus cenários espetaculares e fascinantes; e é, por que não, falar de gatos!

Em “O Serviço de Entregas da Kiki” mais uma vez o aclamado diretor japonês, ganhador do Oscar com A Viagem de Chihiro e responsável por diversas obras fantásticas como Princesa Mononoke e O Castelo Animado, traz o que há de melhor em suas animações: fantasia, drama, humor e, acima de tudo, beleza.

Além de mostrar as aventuras de Kiki - uma bruxinha super carismática - Miyazaki nos apresenta seu gato e fiel companheiro Jiji. A dupla sai de casa quando Kiki completa 13 anos. Segundo a tradição, é com essa idade que as bruxas devem pegar suas vassouras, deixar seus lares e buscar uma nova cidade a fim de completar seu treinamento e aprender a viver por conta própria.

Por trás desse enredo simples há uma reflexão bastante interessante. Através das descobertas da jovem bruxa, o autor abrange assuntos nada infantis e foge da superficialidade para tratar de questões importantes como tomada de decisões, autoconhecimento, maturidade e o valor das amizades. Transformando seu dom de voar em recurso para criar seu próprio negócio de entregas, Kiki desafia a si mesma a enfrentar seus medos, evitar o fracasso e aumentar sua fé na sua própria capacidade.


Grande parte desses conflitos é discutida com seu confidente felino. Jiji é um gatinho de personalidade forte, extremamente sincero e um tanto quanto resmungão. Com suas colocações sempre ponderadas e opiniões geralmente divergentes das de Kiki ele protagoniza os momentos mais engraçados e divertidos do filme. Jiji ainda faz as vezes de intérprete de outros animais para a aprendiz de bruxa.


A história segue num ritmo bastante tranquilo, mas nunca monótono. Não há nenhum grande inimigo a ser combatido; nenhum vilão está tentando executar um plano maligno; não existem tragédias anunciadas, mas existem os obstáculos do dia-a-dia, a procura pelo amadurecimento e os aprendizados com os momentos de dificuldade. Encarar a realidade da vida é por vezes um “monstro” muito mais aterrorizante dos que alguns que vemos no cinema. E é por ser sutil em suas análises do cotidiano que ele gera tamanha identificação com o público. O aparente tom descompromissado do filme nos envolve e cativa pela simplicidade.


Para completar, a linda trilha sonora combinada com a beleza de cores e detalhes da cidade portuária de Koriko, faz desse filme de 1989 uma das grandes obras do animador japonês, justificando o prêmio “Animage Anime Grand Prix” que ganhou no ano de seu lançamento.

Difícil não se apaixonar pela dupla Kiki e Jiji depois de assistir. Vale muito a pena!



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Alison
twitter: @menino_magro





Em março foi comemorado o Mês da Mulher e, pra fechá-lo com chave de ouro, nós não podemos deixar também de homenagear aquela que encanta e traz doçura ao mundo dos felinos domésticos, a GATA. Portanto, na coluna Dia de Veterinária de hoje, será abordado um pouco sobre o comportamento feminino dos felinos.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas

Comportamento Sexual Feminino:

Ah, o cio da gata. Já atendi muitas gatas no cio “a beira da morte”. Não vou mentir que foram as consultas mais fáceis que eu fiz. Daquelas que o tutor chega apavorado, com a gata enrolada em um pano, dizendo:

- Doutora, pelo amor de Deus, salva a Mimi, ela está tendo um ataque de dor, e é nas costas. Ela está andando atrás de mim, grita, se contorce toda, se joga no chão, e levanta o rabo, gritando o tempo todo, começou do nada, eu não sei o que fazer.


Então, vamos lá:

Como muitas outras espécies domésticas, o comportamento da gata no cio se distingue do seu comportamento normal, incluindo uma atividade alterada e nervosismo. Ela muda completamente, na sua urina ela também passa a eliminar ferormônios, isto somado aos gritos (vocalização), atrai os gatos machos inteiros das redondezas. Sentindo a presença do macho (ou não) ela então passa a elevar os membros posteriores, deslocar a cauda para o lado, como se estivesse na posição para receber o macho.


DICAS:


  • Castre sua gatinha antes dos 6 meses, a castração feita até 2,5 anos reduz para quase  ZERO as chances do desenvolvimento de tumor de mama, caso ela seja pré-disposta. Tumores de mama em gatas são 80% malignos, em cadelas são 50%.



  • A gata ovula após a cópula, portanto se ela entrou no cio e você quer que ela saia para acabar com esse comportamento e então ela seja logo depois castrada, basta simular uma cópula, umedeça um cotonete e introduza levemente na vulva da gata, gire em sentido horário e anti-horário, como se ela estivesse sendo penetrada pelo macho por cerca de um minuto, com cuidado, isso deve bastar. Logo depois ela irá lamber a vulva, o que ativa o sistema neuroendócrino e a ovulação.



Comportamento Maternal:

A habilidade materna é aquele comportamento executado pela mãe desde antes do parto até o desmame. As gatas domésticas geralmente cuidam dos seus filhotes sem qualquer ajuda dos humanos, algumas só revelam os rebentos após três a quatro semanas de idade, entretanto é mais comum que elas deixem que a família acompanhe o parto e a criação de perto.

Quando o parto está se aproximando a gata vai procurar um local escuro e protegido para ter os bebês, se for apegada à família é possível que seja no armário ou na cama do dono. Esta também vai passar mais tempo deitada, lambendo a genitália e mamas, podendo ficar mais irritada. Uma vez escolhido o lugar, é importante que a família mantenha este limpo, com pedaços de pano ou papel.

Durante o parto normal a gata tem a contração. O filhote começa a nascer, então a mãe vai puxando com os dentes as membranas fetais. Depois que o feto nasce, a placenta será expelida. A mãe vai cortar o cordão umbilical com os dentes, lamber o filhote vigorosamente para limpá-lo e estimular os movimentos respiratórios, comer a placenta e limpar a área do líquido amniótico para aguardar a próxima contração.

A gata fica junto da sua ninhada nos primeiros dias após o parto e vai ficando menos à medida que o tempo passa. Quando a ninhada é grande, ela fica cerca de 70% do tempo. A mãe tende a lamber bastante o filhote nas primeiras 2 a 4 semanas de vida, principalmente na região anogenital, pois nessa fase de vida o filhote só defeca e urina com o estímulo de lambedura da mãe. A gata carrega os gatinhos pela nuca quando quer mudar de lugar ou quando resgata os perdidos. Geralmente não os perde de vista, porém quando isso acontece, ela os recupera quando estes começam a miar. A gata se vê forçada a mudar de lugar quando o local que está se torna muito estressante (como com a presença de outros gatos, muitos humanos, barulho, cães) e, quando ela muda várias vezes de local, a pele no pescoço dos gatinhos pode ficar machucada, desenvolver infecções, e até levar ao canibalismo por parte da mãe.


É muito comum as gatas aceitarem filhotes de outras ninhadas entre os seus, mesmo que sejam de idades diferentes. Os filhotes geralmente começam a mamar 1 a 2 horas após o nascimento, são atraídos para as mamas pelo calor da mãe e não têm dificuldade em encontrá-las. Nessa fase, a mãe lambe a própria mama e os filhotes também são atraídos pela saliva da mãe. A segunda fase da amamentação se dá quando eles abrem os olhos, que é quando eles passam a enxergar. A terceira fase, lá pela quinta semana, a mãe está menos disponível para a ninhada e passa a desmamá-los.

Ninguém nunca ensinou essas gatinhas o que fazer, quando fazer e não sai dali nenhum gato ‘mimado’ por elas, daquele que a gente fala “a culpa é da mãe”... Vamos aprender com as gatas e confiar mais nos nossos instintos, fica esse conselho da natureza para todas as mulheres. Porque nós, mulheres, somos incríveis.


Que todas as Mulheres tenham um ano todo repleto de realizações!

Fonte das fotos: Arquivo pessoal Dra Alice Ribeiro de Oliveira Lima

Literatura consultada: Pedersen, N. C. Feline Husbandry. 1991





O gato dessa semana é o Roo, o irmão adotivo da super famosa Vênus (a gata de duas caras).

Roo pronto para uma soneca no colo

O Roo tem as patinhas da frente deformadas de nascença (hipoplasia radial, por isso o nome derivado de kangaroo, ou canguru em Português), deve ter algum siamês na família pois é vesgo e tem as orelhas desproporcionais, rabo quebrado e estava para adoção há ANOS, pois ninguém queria um gato "feio e deficiente"! Mas, gente, sinceramente, pode ser mais lindo??? E brinca com os irmãos, mia por comida, adora colo, tudo igualzinho a qualquer outro gato! Azar dos trouxas que não adotaram o Roo, perderam a chance de ter um gato incrível por preconceito bobo. E ele tirou a sorte grande, pois agora é muito amado em sua grande e feliz família!

Roo filhote e agora, com 3 anos

Venus, a irmã mais famosa

Facebook da Venus
http://www.facebook.com/VenusTheAmazingChimeraCat

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Bea



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