25 de ago de 2015

Selkirk Rex | Gatos de Raça


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O Selkirk Rex lembra um bicho de pelúcia que você só quer pegar e abraçar. Às vezes chamadas de gato em pele de cordeiro, estes gatos suaves trazem um sorriso em seu rosto e um calor em seu coração como aquele brinquedo favorito que você tinha quando criança.

Esta raça não é para proprietários tensos. Devem estar preparados para todos os tipos de piadas sobre a pelagem, tais como: "por que você não escova seu gato?", "este gato tomou chuva e secou no sol".

Tais comentários ocultam um segredo: eles fazem você rir. Embora eles não irão sempre ganhar o concurso de beleza, eles sempre ganham o título de miss ou mister simpatia.


História

O Selkirk é o mais recente gato para se juntar à parte “rex” das raças felinas.

A pessoa por trás do sucesso deste gato é Jeri Newman, uma criadora de persas, de Livingston, Montana. Sempre interessada em novos tipos de gato, em 1987, ela foi presenteada por um cliente com uma gatinha com a pelagem invulgarmente encaracolada.

Jeri Newman chamou a gatinha de DePesto, e mais tarde acasalou com um macho Persa, produzindo uma ninhada de seis filhotes. Três desses gatinhos também tinha cachos fascinantes. Newman, em seguida, introduziu as qualidades do Britain Shorthair, American Shorthair e do Exótic Shorthair na linhagem Selkirk, e promoveu a raça em várias associações.

Com a ajuda de alguns criadores, Newman conseguiu ganhar reconhecimento para o Selkirk Rex em diversas associações, e são aceito por: AACE, CCPA, CCA, CFA, TICA e UFO.

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Aparência

Descrição
O Selkirk Rex é um gato de tamanho médio a grande com a ossatura pesada, que dá a ele um peso surpreendente, com impressão de poder.

Corpo
O corpo é musculoso e mais retangular do que quadrado.
A parte posterior é reta com uma ligeira subida para os quartos traseiros; ombros e quadris parecem ter a mesma largura.

Membros locomotores
Membros são de tamanho médio a longo, e terminam com patas redondas e grandes.

Cauda
A cauda é de comprimento médio, em proporção com o corpo, larga na base afinando na ponta.

Cabeça 
A cabeça é redonda e larga com bochechas cheias. O focinho tem largura média com a estrutura óssea arredondada.

Nariz
O nariz tem uma inclinação para baixo com uma curva convexa e está situado abaixo da linha dos olhos.

Orelhas
As orelhas são de tamanho médio, largas na base, afinando, bem separadas, e se encaixam nos contornos arredondados da cabeça sem distorcê-la.

Olhos
Os olhos são grandes e arredondados, e bem separados; os cantos internos e externos dos olhos estão no mesmo plano. Qualquer cor dos olhos é aceitável.

Google*

Pelagem
O Selkirk Rex vem em duas variedades de pelo curto e pelo comprido.
Ambos os comprimentos são macios, densos, cheios, e, obviamente, encaracolado. O pelo encaracolado, no entanto, aparece no nascimento, endireita naturalmente e, em seguida, reaparece entre oito e dez meses de idade. Este casaco de veludo e seda, em seguida, vai amadurecer quando o gato faz dois anos.
Qualquer padrão de cor ou combinação de cores é aceito, incluindo o padrão color point.


Mais detalhes:
http://www.cfainc.org/Portals/0/documents/breeds/standards/selkirk.pdf
http://www.tica.org/members/publications/standards/sr.pdf


Saúde e Predisposição a Doenças

Não há problemas de saúde específicos, no entanto, a raça foi desenvolvida utilizando raças conhecidas por possuir certos problemas de saúde hereditários, e como eles são cruzados com a maioria dessas raças, há uma chance de que os Selkirks podem ter herdado alguns desses problemas de saúde. Em particular, é aconselhável comprar de um criador que tenha animais negativos para a doença renal policística (PKD), uma doença renal hereditária que pode causar insuficiência renal e é conhecida por existir em algum Persas, Himalaias, British Shorthair, Exotic Shorthair.


Além disso, algumas linhas do American Shorthair e Persas são conhecidos por possuir displasia felina e cardiomiopatia hipertrófica hereditária felina (HCM).


Cuidados
  • Geralmente bom com: Adultos, idosos e crianças com mais de 6 anos.
  • Tempo que pode ficar sozinho: quatro a oito horas por dia
  • Atenção: Precisa de atenção média
  • Apesar de precisar de cuidados mínimos, é uma boa ideia escová-los regularmente para remover pelos mortos soltos e ajudar a prevenir bolas de pelo.
  • Oferecer ração de boa qualidade.
  • Visitar regularmente o médico veterinário para vacinas e orientações detalhadas.

Comportamento/Temperamento

Os criadores dizem que os Selkirks herdaram os melhores traços de personalidade de todas as raças que contribuíram para as linhagens. Eles são inteligentes, amorosos, divertidos, tranquilos, travessos e adoram jogos.


Curiosidade

Muhammad, o grande profeta do Islã, era um amante de gatos bem conhecido. Uma história contada muitas vezes conta a história de um gato Turco chamado Muezza que Muhammad ao invés de perturbar o sono do gato quando ele foi chamado para a oração, cortou a manga de seu roupão em que o gato dormia, para não acordá-lo.


Notas 

Nota 1: Apesar de todas as qualidades de um gato de raça, um vira latinha apresenta milhões de qualidades, que o farão tão ou mais especial que qualquer gato de raça pura.

Nota 2: Pense sempre em adotar um gatinho. Não existe um ato de amor tão especial, quanto à adoção. Seja adulto ou filhote, não compre, adote.













facebook: @marcelo.samegimaaleixo
e-mail: msaleixo@hotmail.com

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* Pessoal, não conseguimos rastrear essa imagem. Se alguém souber quem é o verdadeiro dono, favor comunicar para darmos os devidos créditos!







Gato L!nk saindo para investigar

Olá, pessoal!

Muita gente veio aqui por causa de uma pergunta de um gato amigo meu (valeu, Chico!) e, para respondê-la, colocamos “as patas na estrada” . Vocês não vão acreditar no absurdo, mas ainda tem gente hoje em dia que acredita que nós gatos só gostamos da casa onde moramos e não do humano nela.

Pra ser honesto, a confusão é até compreensível; é que é difícil pra algumas pessoas entenderem que somos criaturas um tanto quanto territorialistas; o que quer dizer que nós marcamos o lugar como nosso e cuidamos dele com todo zelo possível. Gostamos de conhecer cada buraquinho, cada rota de fuga; cada espaço da casa é especial para nós, pois nos dá segurança. A vida “lá fora” não é fácil pra nós felinos e por isso nos tornamos animais bastante metódicos e criteriosos no que diz respeito ao lar.

Logo, a verdade é que os humanos devem perceber que o fato de serem “inquilinos” em nosso espaço é motivo para ficar lisonjeado e não o contrário, haja visto que só aceitamos compartilhar o território com quem confiamos e amamos.

Talvez alguém insista em dizer que nos apegamos sim a esse espaço e não vou negar. Assim como os humanos lutam para conseguir um lugar pra chamar de seu, nós gostamos de deixar nosso cheirinho por onde passamos, deixando ali também nossa identidade e é por isso também que nos esfregamos tanto em nossos humanos - para marcá-los como nossos!


Vai dizer que nunca viu um gatinho te esperando em cima da cama, pulando no seu colo, passeando por sobre o teclado do computador? Já que deixamos vocês morarem conosco em nossa casa, nada mais justo que receber um pouco de atenção não é mesmo?

E quando um de nós é resgatado da rua e adotado, a alegria por ter um teto e o carinho por esse lugar será ainda maior, o que também se aplica ao humano que nos resgatou.

Como todo bom senhorio, nós gatos passamos a conhecer tão bem o funcionamento da casa e também os hábitos dos nossos humanos que sabemos exatamente a hora de acordar para o trabalho ou escola – por isso fazemos questão de sempre acordá-los uns dez minutos antes para evitar que se atrasem – também sabemos bem o horário das refeições – suas e nossas – e assim o dia-a-dia fica muito mais fácil e bom para todos!

Viver em comunidade não é fácil, eu sei bem. Lidar com mudanças também não.

E acredito que nisso nós e os humanos somos bem parecidos... então convém nos ajudarmos mutuamente desmistificando essa história e acreditando que tudo que queremos é segurança, para nós e para os nossos humanos.




Agora... como será que gatos se comportam com alguém desconhecido?
Para nos ajudar a responder essa pergunta, convidamos a Louca dos Gatos. Corre ver!

Esta é uma corrente de Whiskas Brasil contra o preconceito aos gatos.
Participe: compartilhe com um amigo que acredita nessa história!

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Gato L!nk
Instagram: @tudogato





Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Google

Saber identificar se a interação entre dois bichanos é uma mera diversão ou uma briga feia é extremamente importante para os amantes dos felinos manterem a paz na residência. 

A dúvida surge já que gatos costumam praticar verdadeiros rituais de luta, que nada mais são do que brincadeiras, apesar de parecerem, muitas vezes, um tanto quanto violentas.

Já mencionamos no post anterior (link) os sinais que demonstram que dois gatos realmente são amigos. Esses mesmos gatos, que dormem e comem juntos, fazem limpeza mútua, entre outros comportamentos habituais, certamente também brincarão de perseguição e luta, exercitando seus rituais de caça, muitas vezes podendo confundir seus donos.

Nos vídeos abaixo, você pode observar que os gatos estão simplesmente brincando:


1:10 a 2:15


 0:18 a 1:05


É importante prestar atenção nas posturas corporais dos gatos nos vídeos  citados acima: apesar de se encararem vez ou outra, como que chamando para a brincadeira, o corpo se mantém relaxado, muitas vezes ficando um dos gatos deitado.

A barriga fica exposta, sem que a “vítima” demonstre receio de ser atacado em local tão vulnerável. As patadas geralmente não expõem as unhas, o que demonstra a intenção de não ferir o outro. E mais: não há vocalizações que demonstrem uma tentativa de afastar o outro. Finalmente, nenhum dos dois, apesar de ter tido oportunidade, foge da situação. Pelo contrário, eles se mantêm assim, nesse ritual, até um dos dois se cansar. E essas brincadeiras geralmente terminam da mesma forma que iniciaram: os felinos simplesmente se cansam e se afastam tranquilamente.

No dia a dia é fundamental observar se essas brincadeiras não estão deixando um dos gatos acuado demais: muitas vezes, um deles acaba sendo mais “empolgado” e, o outro, não reage bem à intensidade da brincadeira. Um sinal de que isso está ocorrendo é começar a ouvir o famoso “fuuuu”, durante essas interações. Isso indica uma tentativa clara de afastar o outro bichano.

Agora, para que fique clara a diferenciação entre brincadeira e agressão, a compilação abaixo não deixa dúvidas:


até 1:00


00:10 a 00:50

Perseguição feroz que culmina em um ataque intenso: certamente não se trata de brincadeira. Além disso, você pode ver claramente que as patadas e mordidas têm a clara intenção de machucar o oponente. As orelhas são mantidas para trás e os olhos, muitas vezes quase fechados, visando proteger esses órgãos de ferimentos. A vocalização é intensa e barulhenta, visando intimidar o outro. Os pelos ficam eriçados boa parte do tempo, para dar a impressão de que são maiores e mais fortes. Finalmente, fica nítida a tentativa de um acuando o outro, demonstrando sua força e poder, especialmente quando se encaram fixamente. Basta um vacilo do outro e pronto: o ataque é inevitável e certeiro.

Esse tipo de agressividade é muito comum para defesa de território. O gato que percebe algum tipo de ameaça invadindo o seu ambiente, provavelmente tentará espantá-la. Essas situações podem ocorrer entre gatos que vivem na mesma casa e não se dão bem. Nesses casos, não é indicado deixar que os bichanos se entendam por meio dos confrontos, como muitos preferem fazer. Esse tipo de situação pode levar a um estresse crônico, que por sua vez pode causar problemas de saúde, sem contar nos ferimentos que podem advir das brigas.

Por isso, na dúvida, o ideal é consultar um especialista em comportamento e seguir as orientações, para evitar episódios de agressão. Afinal, o que todos querem é paz e harmonia dentro de casa.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas


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Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3571-8138 ou acesse www.caocidadao.com.br.








Giving Shelter é um um evento que surgiu com o objetivo de apoiar a iniciativa de caridade chamada Architects for Animals, onde 14 empresas de Los Angeles receberam a tarefa de projetar abrigos ao ar livre para gatos. 



As peças foram apresentadas em uma festa beneficente no Showroom da Herman Miller (empresa de móveis mundialmente conhecida) e o dinheiro arrecadado no evento foi revertido para a FixNation (uma organização sem fins lucrativos comprometida com gatos).

Uma das peças do evento foi desenvolvida pela empresa de arquitetura “Formation Association + Edgar Arceneaux” e consiste em um sistema de “costela” contínua este abrigo/túnel para os gatos  que também é um banco para as pessoas.


Formationassociation.com
O projeto a seguir foi um dos que mais chamou minha atenção. Desenvolvido pelo escritório de arquitetura "Standard Architecture", o CATCUBE foi projetado para atender os desejos dos gatos por lugares quentinhos. A alta massa térmica do concreto reúne calor durante o dia e lentamente libera durante a noite, perfeita para os dias mais frios. 

O interior com dois níveis é protegido por uma porta de madeira, mas você pode manter essa tampa frontal completamente aberta em um dia mais quente.

Standardarchitecture.com
Este outro abrigo, que mais parece uma instalação artística, é para escalar e descansar e foi projetado pelo escritório de arquitetura Lehrer. Um espaço para os gatos com linhas retas, fabricado em chapas de metal e carpete batizado pelos arquitetos de conCATenate.

Lehrerarchitects.com
A empresa de arquitetura HOK () criou para o evento uma estrutura de casas transparentes e foi nomeado como abrigo favorito dos fãs. O design da peça foi inspirado no projeto do escritório suíço de arquitetura Herzog & de Meuron, o edifício VitraHaus.


Hok.com

Essas são só algumas das peças que participaram do evento, conheça os outros projetos no Flickr do evento: fixnation.


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Fernanda Frias
twitter: @a_fepa




Olá gente, hoje vamos falar sobre uma verminose muito importante em gatos, a platinossomíase. Se o nome é feio, imagine a doença, não é nada, nada bom. Essa verminose é um pouco diferente daquelas que estamos acostumados, e que prevenimos com vermífugos. Ela é causada pelo parasita trematódeo Platynosomum concinnum e a prevenção desta verminose é muito mais complexa, pois está diretamente relacionada com o hábito de caça do gatinho.

Mas vamos falar um pouco sobre esse parasita para podermos entender a sua importância clínica e epidemiológica. Segundo o quadro abaixo, a sua distribuição geográfica é quase que total nas Américas e observe que a América do Sul está toda pintadinha.

Foto: Distribuição geográfica da planitossomíase. Extraída do livro: Feline Clinical Parasitology

Esses parasitas, quando infectam os gatos, vão se localizar na vesícula e ductos biliares, o que pode levar a um caso grave de obstrução dessas vias, com lesões no fígado, consequentemente. Em infecções iniciais, o gato pode apresentar episódios ocasionais de depressão, diarreia e falta de apetite. Ao exame físico observa-se perda de peso, icterícia (coloração amarelada) leve nas mucosas e aumento discreto do fígado. Em infecções graves e complicadas, são observadas diarreia e perda de peso marcante, com icterícia mais evidente (em mucosas e pele).

Foto: Mucosa ictérica do felino acometido com platinossomíasse. Extraído do artigo Diagnóstico de Platinossomíase em felinos atendidos no Hospital de Clínicas Veterinárias (HCV) da UFRGS. Fonte: Professora Fernanda Amorim
O diagnóstico vai combinar o histórico, sinais observados no exame físico, ultrassonografia do fígado e vesícula biliar com observação dos ductos biliares dilatados e aumento do fígado, citologia e exame histopatológico (biópsia) da bile e/ou fígado, e a observação de ovos nas fezes. Entretanto a não observação de ovos nas fezes não descarta a infecção. É muito importante o clínico informar a suspeita para o laboratório, pois há técnicas diferentes no exame de fezes que facilitam a visualização de certos ovos, e os do Platynosomum concinnum, é um caso desses.

O tratamento vai envolver uso de antiparasitários específicos. Na nossa prática clínica, nós gostamos de pesquisar relatos de casos recentes das verminoses para comparar os resultados dos protocolos utilizados, bem como a literatura específica. 

Agora, a parte mais importante eu deixei para o final, que é: como o meu gatinho vai se contaminar com esse parasita?

Para entender a forma de transmissão eu vou falar sobre o ciclo de vida dele. O gato infectado vai eliminar os ovos embrionados do parasita no ambiente. Estes são consumidos por um caramujo, que após algum tempo vai depositar no solo os esporocistos. Os esporocistos são consumidos por algum isópode terrestre, que vai posteriormente ser caça de um lagarto, lagartixa, sapo ou rã. Após algumas semanas o parasita já sofreu outra transformação no último hospedeiro, e este será então a caça do gato. 

Foto: Ciclo do Platynosomum concinnun. Extraída do artigo Uso do Endal® gatos no tratamento da platinossomíase felina.
Fonte: Mariana Sampaio Anares da Silva
Devido aos sinais tão inespecíficos de verminose, aonde o diagnóstico pode ser confundido com várias outras doenças hepatobiliares, e ao difícil diagnóstico, a melhor forma de prevenção ainda é evitar o hábito de caça do animal. 

Mesmo que se ache tão complexo esse ciclo de vida, e tantos passos que o parasita precisa passar para poder infectar um gato, é importante saber que a platinossomíase é muito mais comum e subdiganosticada do que se imagina. 

Portanto se o seu gatinho tem o hábito de caça a lagartos, lagartixa (jacarezinho para o pessoal do sul), sapo ou rã, existe a possibilidade de infecção. É importante tentar evitar que o animal tenha acesso a essas caças. Deve-se impedir que o gato saia para a caça e em ação conjunta pode-se enriquecer o ambiente deste, colocando brinquedos de caça, escondendo o alimento, etc.

É isso aí gente, fiquem atentos para qualquer mudança de comportamento do seu bichano, e procure o veterinário sempre que precisar.

Até mês que vem.

Dra. Alice Ribeiro de Oliveira Lima

Literatura consultada:
Diagnóstico de plationossomíase em felinos atendidos no Hospital de Clínicas Veterinárias (HCV) da UFRGS. SILVEIRA, E., ELESBÃO, B.S.; MARQUES, S.T.; COSTA, F.V.A. Disponível em 07/05/2015 em https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/98717/Ensino2013_Poster_33059.pdf?sequence=2
Feline Clinical Parasitology. BOWMAN, D.; HENDRIX, C.M.; LINDSAY, D.S.; BARR, S.C. 2ª Ed. Yowa State University Press, 2002, 469p. 
Uso do Endal® gatos no tratamento da platinossomíase felina. M. S. ZANUTTO, M. A. O. ALMEIDA, A. B. JUNQUILHO3, M. S. A. SILVA, R. X. SILVEIRA, P. L. FATAL. Disponível em 07/08/2015 em http://www.msd-saude-animal.com.br/binaries/a-efic-cia-do-endal-gatos_tcm81-55202.pdf. 





Foto: Google
Esta é uma questão que costuma afligir aqueles que convivem com mais de um bichano: a convivência entre eles pode ser harmoniosa, mas também pode se tornar um verdadeiro martírio para todos, humanos e felinos. 

Assim, uma boa maneira de garantir que tudo está bem é observar como os gatos convivem no dia a dia, ou seja, saber identificar os comportamentos que demonstram que está tudo bem entre eles. 

Gatos são considerados animais mais independentes, mas isso não significa que não estabeleçam laços entre sim. Atualmente, diversos autores são unânimes ao afirmar que felinos domésticos são animais sociais, capazes de estabelecer vínculos afetivos com outros da mesma espécie, se houver abundância dos recursos essenciais para sua sobrevivência. 

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
Além disso, bichanos com temperamentos individuais compatíveis têm uma chance maior de conviverem harmoniosamente. Da mesma forma, a introdução gradual e supervisionada de um novo gato no ambiente onde já residiam outros aumenta a probabilidade de aceitação por parte dos moradores anteriores. 

Por outro lado, pensando na situação das pessoas que já convivem com mais de um gato na residência (realidade bastante comum atualmente), como saber se os gatos estão convivendo bem, se têm laços afetivos entre si e se nenhum deles está sendo submetido a estresse excessivo, em razão de um relacionamento ruim com outro gato? 

Bichanos com laços afetivos entre si apresentam comportamentos afiliativos (amigáveis). Mesmo dentro de uma colônia com vários gatos, eles são vistos frequentemente juntos em várias situações e contextos, mantendo-se juntos por conta do vínculo afetivo existente entre eles. Gatos amigos também dormem juntos, se aninhando confortavelmente no outro na hora da soneca.

Outro comportamento afiliativo é a limpeza mútua, ou seja, gatos que realmente têm um bom relacionamento costumam se lamber mutuamente. Muitas vezes, só um deles aceita a limpeza mútua, mas não a pratica no parceiro. Frequentemente, é possível perceber que estão ronronando durante esse processo, o que demonstra o quanto estão relaxados. A esfregação mútua e toques “focinho a focinho” também são entendidos como comportamentos afiliativos. Da mesma forma, a aproximação com a cauda em pé sinaliza intenções amigáveis quando um bichano está se aproximando do outro.
Comer espontaneamente próximo um do outro também é um sinal de que os gatos têm laço de amizade. Assim como usar as caixas de areia que estão à disposição no ambiente, sem que um fique “montando guarda” enquanto o outro usa.

Foto: Google
Finalmente, observar se os gatos ficam relaxados quando o outro está no ambiente, mesmo que seja correndo ou fazendo movimentos bruscos. Aliás, gatos amigos, especialmente os mais jovens, costumam brincar muito entre si. Mas, muitas vezes, os jogos podem parecer um pouco mais “violentos”, o que não é de todo anormal. Mas esse será o assunto do próximo post, já que é muito importante diferenciar brincadeira de comportamentos efetivamente agressivos. 

Conhecer as condutas afiliativas e saber distinguir comportamentos amigáveis daqueles que podem provocar agressividade é essencial para prevenir inúmeros distúrbios comportamentais.

Afinal, o que todos querem é a paz reinando dentro de casa, entre bichanos e humanos!

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Cassia Rabelo Cardoso dos Santos
Colabora com textos para diversas publicações como o Guia Universo Pet, a Revista Pulo do Gato e a Revista Expressão. É adestradora da Cão Cidadão, franquia criada pelo especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, que há mais de 10 anos atua no mercado oferecendo serviços de adestramento e consultas de comportamento em domicílio para gatos, cães e outros pets.
Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone (11) 3571-8138, ou acesse www.caocidadao.com.br 








Sabemos do poder terapêutico que os animais tem de nos acalmar e sabemos também que infelizmente há algumas pessoas que não podem ter animais de estimação. E uma maneira de lidar com isso são os “cafés dos gatos”, muito comuns no Japão já que cada dia fica mais dfícil ter seu próprio bichinho de estimação devido às longas jornadas de trabalho e os apartamentos minúsculos (onde normalmente é proibido ter um bichinho).

O primeiro estabelecimento deste tipo foi aberto em Taiwan em 1998.

Nesses “cat cafés” em geral, é cobrado um valor por hora, assim os clientes podem brincar com os bichanos, usar a infraestrutura do local e consumir bebidas e comidas.

E foi conhecendo esses cafés no Japão que a empresária Laura O´Neil quando voltou para a Escócia, decidiu que as pessoas de Edimburgo precisavam experimentar esse conceito. E assim surgiu a Casa de Moggy.


Foto: Ian Georgeson

Não é possível levar seu próprio gato até o café como acompanhante porque lá diversos bichanos passeiam pelo lugar. Mais precisamente 12 gatos residentes. 

Splintr.co.uk

O que mais chama atenção no local é que ele tem uma arquitetura pensada especialmente para agradar os felinos, o que pode nos render algumas idéias para nossa própria casa!

Projetado pela empresa Splintr o local tem casas de dormir com telhados inclinados, passarelas, escadas, degraus, varandas, lugares para caminhar, se esconder, escalar e dormir. Isso cria uma experiência dinâmica e interativa entre os gatos e os humanos no café.


Splintr.co.uk

Splintr.co.uk

Splintr.co.uk

Splintr.co.uk
Os gatos ficam bem à vontade e ainda aproveitam o carinho e atenção dos clientes.

Splintr.co.uk

Splintr.co.uk

Apesar dos gatos serem o grande destaque do local a casa garante que eles nem chegam perto da preparação do menu que é focado em cafés, chás e bolos produzidos no local.

Splintr.co.uk

Se você tem alguma viagem programada pra a Escócia ou arredores por que não dar uma passadinha por lá?




17-19 West Port, Edinburgh, EH1 2JA
info@maisondemoggy.com
www.facebook.com/maisondemoggy
@maisondemoggy
0131 629 5530  

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Fernanda Frias
twitter: @a_fepa




Bom dia gente, hoje eu estou aqui para falar um pouquinho sobre algo que é de conhecimento geral dos donos de pets e das mamães por aí, a verminose.

Chamamos assim a doença causada por parasitas, na grande maioria intestinais, e que possuem os mais diferentes ciclos de vida e meios de transmissão. Sabendo disso, o clínico veterinário deve estar atento tanto à prevenção quanto ao tratamento dessa afecção, lembrando que muitos agentes podem levar a condições sérias, como diarreia, vômito, anorexia, desidratação, anemia, perda de peso e até à morte.


Foto: imagem retirada do livro The Cat: Clinical Medicine and Management (2012)
Geralmente quando um filhote é trazido para a consulta pediátrica, e até para a primeira vacina, é perguntado se este foi vermifugado, isto é, se recebeu algum medicamento de ação vermicida (ou endoparasiticita) de forma preventiva. Mesmo que o filhote viva em um ambiente limpo, de baixo desafio (com baixa possibilidade de infecção), a infecção por vermes pode acontecer durante a gestação e a lactação, sem contar a reinfecção após o tratamento preventivo com endoparasiticida. O ideal é a realização de um exame de fezes nessa ocasião para a pesquisa de vermes intestinais, redondos e chatos, e pesquisa de protozoários. Mesmo que alguns deles só infectem filhotes a partir de certa idade (como os vermes chatos) muitas vezes os filhotes levados à clínica são adotados sem registro da data de nascimento.

Infelizmente a auto-medicação praticada pelos tutores se estende aos seus felinos e estes vão administrar o endoparasiticida que lhe convier, na dose e frequência de bula. Porém é importante ressaltar que esta prática é muito perigosa, afinal de contas para cada parasita identificado no exame de fezes (parasitológico de fezes), há um tratamento e um protocolo diferente, que vai variar de acordo com sua frequência na região e com a prática do clínico.

Geralmente o veterinário solicita que sejam coletadas três amostras de fezes dia sim dia não, ou três dias seguidos. Estas podem ser levadas frescas, no dia da coleta, para o laboratório, ou serem armazenadas no mesmo frasco contendo um conservante, como formol, e refrigeradas de 2ºC a 8°C.

O princípio de se coletar em dias diferentes se dá pelo fato de que alguns parasitas não liberarem ovos ou oocistos de forma regular, aumentando assim o valor diagnóstico desta forma. É importante o clínico saber qual a suspeita, pois existem verminoses que não liberam ovos nas fezes, e para fechar o diagnóstico é importante avaliar o vômito do gato doente, por exemplo (O. tricuspis), ou partir para outro meio diagnóstico.

Diversos clínicos têm sua predileção por esta ou aquela base farmacêutica para a prevenção ou tratamento dessas parasitoses, entretanto é comum vermos os colegas alterarem a medicação periodicamente, o que chamamos de alternância de base, pois desta forma estamos ampliando o raio de ação da conduta preventiva. 

As melhores formas de prevenir, além do uso de endoparasiticidas, são:
  • Manter o ambiente limpo, principalmente para as ninhadas;
  • Não permitir que os gatos façam passeios, podendo assim ter acesso principalmente à parques e praças;
  • Não permitir a caça ou consumo de caramujo, calango ou lagartixa, pois estes são hospedeiros (definitivo e intermediários, respectivamente) de uma verminose séria, causada pelo Platynossomum spp. A caça e consumo de pequenos roedores também podem levar à infecção por Taenia taeniformis, se estes estiverem infectados, bem como a Toxoplasmose, que pode também ser transmitida por aves e carnes cruas ou mal passadas contendo o cisto infectado.
  • Prevenir a infestação por pulgas, pois além de ser um ectoparasita que causa desconforto, coceira, feridas, etc, ele ainda pode ser hospedeiro de uma verminose importante, o Dipylidium caninum.

E a forma mais importante de prevenção ainda é o exame físico regular nas visitas ao veterinário. 

Este pode avaliar o peso, cuidados com a higiene pessoal do gato e aspecto geral, dentre outros aspectos que vão alertar para uma possível infecção por parasitas. Vale lembrar que algumas delas são zoonoses, isto quer dizer, podem ser transmitidas para os humanos, portanto vamos nos cuidar.

É isso aí, em outras postagens falarei sobre as verminoses mais importantes, vamos cuidar dos nossos bichanos para estarem sempre saudáveis, vítimas de muitos beijos e apertos.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas

Até a próxima.

Dra. Alice Ribeiro de Oliveira Lima








Gato L!nk

Não é de hoje que alguns humanos vêm espalhando diversos boatos e criando mitos sobre os gatos e nós (quase) nunca tínhamos o direito de resposta. Por isso, nós do Tudo Gato decidimos “caçar” esses mitos um por um e desconstruí-los, principalmente para informar aqueles que ainda possam ter algum preconceito com os pobres felinos.

E para essa tarefa investigativa nada melhor que um gato como eu, com toda a experiência e vivência no assunto!

Para começar, nesse nosso primeiro post, vamos tratar logo de desmistificar a ideia de que gatos são frios e insensíveis.

Apesar de nos dias atuais existirem muitas pessoas que infelizmente pensam dessa forma, a situação não foi sempre assim - muito pelo contrário: na Antiguidade, nós gatos éramos muito bem vistos e queridos pelos humanos da época. Escavações feitas no Egito revelaram que existe uma infinidade de registros em pinturas e até mesmo estátuas indicando que essa amizade entre o bicho-homem e os felinos domésticos começou há cerca de 9.500 anos. O amor pelos gatinhos era tanto que eles eram considerados sagrados e se alguém fizesse um mal a um gato seria penalizado na mesma moeda. Na antiga Pérsia acreditava-se que o gato era o verdadeiro melhor amigo do homem e que maltratando um gato você estaria maltratando um espírito responsável por fazer companhia ao humano durante sua passagem pela Terra.


Foi só no início da Idade Média que a coisa mudou de figura e começaram a querer nos envolver em superstições - tudo por causa dos nossos hábitos noturnos parecerem muitas vezes “estranhos” aos olhos de algumas pessoas.

Vejam então como é importante que antes de qualquer coisa nós gatinhos nos façamos entender, pois conhecendo nosso modo de agir e expressar sensações fica fácil perceber que somos tão carinhosos quanto qualquer outro pet e as vezes até mais. O fato é que cada animal é um ser único e, assim como acontece com os seres humanos, somos também influenciados pelo meio em que vivemos. Apenas rotular a nós gatos como “frios” ou “interesseiros” de forma generalizada é ignorar toda uma variedade de personalidades e costumes.

E alguém pode perguntar: “mas L!nk, tem jeito de saber o que meu gatinho está ‘dizendo’?”.
É elementar, meus caros! Vamos ver algumas demonstrações muito comuns de verificar e que fazem toda a diferença na relação entre nós gatos e nossos humanos:

Pra começar tem a piscadela. Não damos confiança a qualquer um, é verdade. Quando encaramos um estranho ou mesmo um “inimigo” em potencial mantemos sempre nosso olhar fixo, sem piscar.

Então, ao piscarmos nossos olhos na presença de outro gato, ou os cerramos despreocupados diante de nossos humanos estamos demonstrando extrema confiança num gesto de aceitação, pois o pouco tempo que dura essa piscadinha nos deixa vulneráveis.

Tem humano que não gosta que mexam em seus cabelos, não é mesmo? Saiba que conosco não é diferente. No entanto, quando gostamos de alguém e confiamos nele é lambendo uns aos outros que construímos nossos relacionamentos. Logo, ao deixar que nos escovem estamos dizendo que confiamos. Saiba que receber também uma “lambidinha” nossa é um sinal de puro carinho.

É através do esfregar das nossas cabeças que liberamos nosso cheirinho e assim marcarmos território. Quando seu gatinho faz isso, se esfregando em você, ele está dizendo claramente “você é meu!” (você e todas as outras coisas em que ele se esfregar que a gente é possessivo, sim!).

Se um gato mostra sua barriga para você, pode ter certeza que você é especial para ele e ele confia em você. Numa briga, nossa barriga é um dos locais mais perigosos de serem atingidos, então instintivamente nós temos uma tendência a tentar protegê-la. Esse tipo de exposição é certamente um caso sério de confiança e claro, um carinho na barriga é uma delícia.

Ah, e a massaginha? Esse é particularmente um dos meus momentos prediletos, pois me lembra da infância, quando ainda estava na fase da amamentação. Enquanto mamávamos fazíamos esse movimento ritmado pra estimular o fluxo de leite de nossas mamães. Fazendo esse movimento com nossos humanos criamos um laço afetivo e maternal (ou paternal) com eles.

E claro, não podemos nos esquecer do Ronron. Quando estamos tranquilos e alegres é natural começarmos a ronronar. Não sei por quê mas isso nos traz uma paz imensa!


O fato é que essa história de que não ligamos pra carinho e que só pensamos nos humanos com segundas intenções é totalmente furada. Alguns de nós são mais afetuosos que outros, é claro, mas assim como outros animais, cada um tem sua peculiaridade e através da convivência mútua, gatos e humanos vão aprendendo a reconhecer seus gostos e o amor só vai aumentar.

#maisronron #mundogato #gatoterapia

Esta é uma parceria com a Whiskas Brasil

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Gato L!nk
Instagram: @tudogato



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