Falar de Hayao Miyazaki é falar de sofisticação e inteligência no que diz respeito a longas-metragens de animação; é se encantar por suas personagens femininas destemidas e contundentes; é entrar num mundo de sonhos com seus cenários espetaculares e fascinantes; e é, por que não, falar de gatos!

Em “O Serviço de Entregas da Kiki” mais uma vez o aclamado diretor japonês, ganhador do Oscar com A Viagem de Chihiro e responsável por diversas obras fantásticas como Princesa Mononoke e O Castelo Animado, traz o que há de melhor em suas animações: fantasia, drama, humor e, acima de tudo, beleza.

Além de mostrar as aventuras de Kiki - uma bruxinha super carismática - Miyazaki nos apresenta seu gato e fiel companheiro Jiji. A dupla sai de casa quando Kiki completa 13 anos. Segundo a tradição, é com essa idade que as bruxas devem pegar suas vassouras, deixar seus lares e buscar uma nova cidade a fim de completar seu treinamento e aprender a viver por conta própria.

Por trás desse enredo simples há uma reflexão bastante interessante. Através das descobertas da jovem bruxa, o autor abrange assuntos nada infantis e foge da superficialidade para tratar de questões importantes como tomada de decisões, autoconhecimento, maturidade e o valor das amizades. Transformando seu dom de voar em recurso para criar seu próprio negócio de entregas, Kiki desafia a si mesma a enfrentar seus medos, evitar o fracasso e aumentar sua fé na sua própria capacidade.


Grande parte desses conflitos é discutida com seu confidente felino. Jiji é um gatinho de personalidade forte, extremamente sincero e um tanto quanto resmungão. Com suas colocações sempre ponderadas e opiniões geralmente divergentes das de Kiki ele protagoniza os momentos mais engraçados e divertidos do filme. Jiji ainda faz as vezes de intérprete de outros animais para a aprendiz de bruxa.


A história segue num ritmo bastante tranquilo, mas nunca monótono. Não há nenhum grande inimigo a ser combatido; nenhum vilão está tentando executar um plano maligno; não existem tragédias anunciadas, mas existem os obstáculos do dia-a-dia, a procura pelo amadurecimento e os aprendizados com os momentos de dificuldade. Encarar a realidade da vida é por vezes um “monstro” muito mais aterrorizante dos que alguns que vemos no cinema. E é por ser sutil em suas análises do cotidiano que ele gera tamanha identificação com o público. O aparente tom descompromissado do filme nos envolve e cativa pela simplicidade.


Para completar, a linda trilha sonora combinada com a beleza de cores e detalhes da cidade portuária de Koriko, faz desse filme de 1989 uma das grandes obras do animador japonês, justificando o prêmio “Animage Anime Grand Prix” que ganhou no ano de seu lançamento.

Difícil não se apaixonar pela dupla Kiki e Jiji depois de assistir. Vale muito a pena!



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Alison
twitter: @menino_magro





Em março foi comemorado o Mês da Mulher e, pra fechá-lo com chave de ouro, nós não podemos deixar também de homenagear aquela que encanta e traz doçura ao mundo dos felinos domésticos, a GATA. Portanto, na coluna Dia de Veterinária de hoje, será abordado um pouco sobre o comportamento feminino dos felinos.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas

Comportamento Sexual Feminino:

Ah, o cio da gata. Já atendi muitas gatas no cio “a beira da morte”. Não vou mentir que foram as consultas mais fáceis que eu fiz. Daquelas que o tutor chega apavorado, com a gata enrolada em um pano, dizendo:

- Doutora, pelo amor de Deus, salva a Mimi, ela está tendo um ataque de dor, e é nas costas. Ela está andando atrás de mim, grita, se contorce toda, se joga no chão, e levanta o rabo, gritando o tempo todo, começou do nada, eu não sei o que fazer.


Então, vamos lá:

Como muitas outras espécies domésticas, o comportamento da gata no cio se distingue do seu comportamento normal, incluindo uma atividade alterada e nervosismo. Ela muda completamente, na sua urina ela também passa a eliminar ferormônios, isto somado aos gritos (vocalização), atrai os gatos machos inteiros das redondezas. Sentindo a presença do macho (ou não) ela então passa a elevar os membros posteriores, deslocar a cauda para o lado, como se estivesse na posição para receber o macho.


DICAS:


  • Castre sua gatinha antes dos 6 meses, a castração feita até 2,5 anos reduz para quase  ZERO as chances do desenvolvimento de tumor de mama, caso ela seja pré-disposta. Tumores de mama em gatas são 80% malignos, em cadelas são 50%.



  • A gata ovula após a cópula, portanto se ela entrou no cio e você quer que ela saia para acabar com esse comportamento e então ela seja logo depois castrada, basta simular uma cópula, umedeça um cotonete e introduza levemente na vulva da gata, gire em sentido horário e anti-horário, como se ela estivesse sendo penetrada pelo macho por cerca de um minuto, com cuidado, isso deve bastar. Logo depois ela irá lamber a vulva, o que ativa o sistema neuroendócrino e a ovulação.



Comportamento Maternal:

A habilidade materna é aquele comportamento executado pela mãe desde antes do parto até o desmame. As gatas domésticas geralmente cuidam dos seus filhotes sem qualquer ajuda dos humanos, algumas só revelam os rebentos após três a quatro semanas de idade, entretanto é mais comum que elas deixem que a família acompanhe o parto e a criação de perto.

Quando o parto está se aproximando a gata vai procurar um local escuro e protegido para ter os bebês, se for apegada à família é possível que seja no armário ou na cama do dono. Esta também vai passar mais tempo deitada, lambendo a genitália e mamas, podendo ficar mais irritada. Uma vez escolhido o lugar, é importante que a família mantenha este limpo, com pedaços de pano ou papel.

Durante o parto normal a gata tem a contração. O filhote começa a nascer, então a mãe vai puxando com os dentes as membranas fetais. Depois que o feto nasce, a placenta será expelida. A mãe vai cortar o cordão umbilical com os dentes, lamber o filhote vigorosamente para limpá-lo e estimular os movimentos respiratórios, comer a placenta e limpar a área do líquido amniótico para aguardar a próxima contração.

A gata fica junto da sua ninhada nos primeiros dias após o parto e vai ficando menos à medida que o tempo passa. Quando a ninhada é grande, ela fica cerca de 70% do tempo. A mãe tende a lamber bastante o filhote nas primeiras 2 a 4 semanas de vida, principalmente na região anogenital, pois nessa fase de vida o filhote só defeca e urina com o estímulo de lambedura da mãe. A gata carrega os gatinhos pela nuca quando quer mudar de lugar ou quando resgata os perdidos. Geralmente não os perde de vista, porém quando isso acontece, ela os recupera quando estes começam a miar. A gata se vê forçada a mudar de lugar quando o local que está se torna muito estressante (como com a presença de outros gatos, muitos humanos, barulho, cães) e, quando ela muda várias vezes de local, a pele no pescoço dos gatinhos pode ficar machucada, desenvolver infecções, e até levar ao canibalismo por parte da mãe.


É muito comum as gatas aceitarem filhotes de outras ninhadas entre os seus, mesmo que sejam de idades diferentes. Os filhotes geralmente começam a mamar 1 a 2 horas após o nascimento, são atraídos para as mamas pelo calor da mãe e não têm dificuldade em encontrá-las. Nessa fase, a mãe lambe a própria mama e os filhotes também são atraídos pela saliva da mãe. A segunda fase da amamentação se dá quando eles abrem os olhos, que é quando eles passam a enxergar. A terceira fase, lá pela quinta semana, a mãe está menos disponível para a ninhada e passa a desmamá-los.

Ninguém nunca ensinou essas gatinhas o que fazer, quando fazer e não sai dali nenhum gato ‘mimado’ por elas, daquele que a gente fala “a culpa é da mãe”... Vamos aprender com as gatas e confiar mais nos nossos instintos, fica esse conselho da natureza para todas as mulheres. Porque nós, mulheres, somos incríveis.


Que todas as Mulheres tenham um ano todo repleto de realizações!

Fonte das fotos: Arquivo pessoal Dra Alice Ribeiro de Oliveira Lima

Literatura consultada: Pedersen, N. C. Feline Husbandry. 1991





O gato dessa semana é o Roo, o irmão adotivo da super famosa Vênus (a gata de duas caras).

Roo pronto para uma soneca no colo

O Roo tem as patinhas da frente deformadas de nascença (hipoplasia radial, por isso o nome derivado de kangaroo, ou canguru em Português), deve ter algum siamês na família pois é vesgo e tem as orelhas desproporcionais, rabo quebrado e estava para adoção há ANOS, pois ninguém queria um gato "feio e deficiente"! Mas, gente, sinceramente, pode ser mais lindo??? E brinca com os irmãos, mia por comida, adora colo, tudo igualzinho a qualquer outro gato! Azar dos trouxas que não adotaram o Roo, perderam a chance de ter um gato incrível por preconceito bobo. E ele tirou a sorte grande, pois agora é muito amado em sua grande e feliz família!

Roo filhote e agora, com 3 anos

Venus, a irmã mais famosa

Facebook da Venus
http://www.facebook.com/VenusTheAmazingChimeraCat

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Bea




Ensinando comandos para o gato

Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
Como já foi mencionado no último post desta coluna, sabe-se que é perfeitamente possível e benéfico ensinar comandos a um gato. Assim, o assunto de hoje será o treino efetivo, ou seja, como começar?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que paciência é o item mais importante. Não adianta tentar forçar uma sessão de treinamento se o bichano não estiver motivado: acabará se tornando frustrante. Além disso, as sessões de treinamento devem ser curtas, para que o animal se mantenha motivado sempre.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
A utilização do que se denomina clicker auxilia bastante o treinamento. O clicker é um aparelhinho que emite um som metálico ao ser pressionado (lembrando que os gatos medrosos podem achar esse som muito alto, ou seja, é bom testar antes!). Pode-se também utilizar um estalo com a boca como sinalizador também.

Esse som marcará o exato momento em que o comportamento esperado ocorre, ficando ainda mais claro para o gato que é aquilo que se espera dele e que, logo em seguida, ele receberá a recompensa. Após algumas sessões de treinamento, o som do clicker significará “acertei, agora vou ganhar minha recompensa!”.

Como fazer para recompensar os comportamentos desejados, já que o gato não entende, no início, o que são os comandos e o que se espera dele? O segredo é induzir o movimento esperado e recompensar exatamente no instante em que ele ocorrer.

Tomando como exemplo o comando SENTA. Para induzi-lo, basta manter um petisco pequeno entre os dedos e bem perto do focinho, direcionando a cabeça do gatinho para trás. A tendência é que ele naturalmente se sente e, nesse momento, ele deve ser imediatamente recompensado! Após algumas repetições, quando o movimento se tornar praticamente automático, introduz-se o comando verbal.

Senta

O comando DEITA se ensina da mesma forma: com a recompensa entre os dedos, abaixa-se as mãos até que o gato literalmente se “largue” no chão e, nesse momento, deve-se clicar e recompensar.

Mas, aqui cabe uma observação importante: não se deve exigir que o gato acerte prontamente o comando que se deseja ensinar. Pode ser muito difícil, ao ensinar o DEITA, que ele logo se deite no chão. Então, o segredo para não desanimar o bichano é ir clicando e recompensando sempre que ele se abaixar um pouco. Assim, ele vai percebendo o “caminho das pedras”, ou seja, começa a notar que o que gera a recompensa é esse movimento de se abaixar.

Após algumas repetições, pode-se exigir um pouco mais e esperar que ele se deite mesmo. Essa regra vale para todos os truques ou comandos que se deseja ensinar, ou seja, valorizar e recompensar cada pequeno acerto, mesmo que ainda não esteja perfeito.

Deita

Outro comando fácil de ensinar é o DAR A PATA. Mas, cuidado: o início e, dependendo da motivação pelo petisco, o gatinho pode machucar as mãos da pessoa ao tentar pegar a recompensa!

Para induzir, basta segurar o petisco na mão e, quando o gato tentar pegá-lo com a boca, afastar a mão, para que ele tente com a pata – esse é um comportamento natural deles, tentar pegar o que interessa com as patas.

Quando a patinha tocar a mão do treinador, deve-se clicar e recompensar com a outra mão. Com o tempo, nem será necessário deixar um petisco na mão, bastará pedir a pata e o bichano gentilmente a colocará na mão da pessoa.

Dar a pata

Treinar os bichanos para o aprendizado de comandos é divertido e prazeroso, e uma ótima maneira de melhorar a relação deles com as pessoas com as quais ele que convive, além de ser uma atividade que entretém esse animal incrível!

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Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3571-8138 ou acesse www.caocidadao.com.br.



17 de mar de 2015

LionBoy - No Sofá com Gatos


Lionboy
Zizou Corder


Você provavelmente já ouviu alguém dizer que não se deve julgar um livro pela capa. Eu não sei se é pelo fato de trabalhar como designer, mas eu sempre dou um valor diferenciado para o “visual” das coisas. Foi aí que Lionboy me ganhou na hora. A capa é linda e há diversas ilustrações super bacanas espalhadas pelo livro.

O Menino-Leão é um livro infanto-juvenil escrito por Zizou Corder (pseudônimo da autoria colaborativa de mãe e filha, Louisa Young e Isabel Adomakoh Young) e tem uma história que vai te prender do começo ao fim. Inclusive, isso chega a ser (quase) um problema, pois se trata de uma trilogia e, como só o li o primeiro livro até o momento, estou bastante ansioso para saber como termina a história. Não à toa, Steven Spielberg já garantiu os direitos para gravar uma adaptação pro cinema.

O livro desde o primeiro capítulo já prende a atenção e o personagem principal faz jus ao protagonismo. Charlie é um garoto fascinante. Quando ele é tratado como um adulto sente tamanho deleite que ficamos felizes com ele; seu senso de justiça e seus pontos de vista sobre questões étnicas (especialmente considerando o fato de ser um personagem negro de origem africana) fazem dele alguém por quem torcer. E mesmo com toda sua coragem ele não deixa de demonstrar ser uma criança. Ele fala diversos idiomas fluentemente – inglês, italiano, francês, latim e um dialeto ganês – e embora isso seja até um pouco inverossímil, principalmente por causa da pouca idade, não é o que mais chama a atenção e sim o fato de que ele pode falar e entender qualquer felino; do gato doméstico ao leão selvagem.


Este “dom”, adquirido após um incidente ocorrido enquanto ele ainda era um bebê envolvendo o sangue de um leopardo, acaba sendo uma capacidade muito útil nessa Londres futurista onde se passa a história, pois há gatos de rua espalhados por todos os lugares e poder se comunicar com eles é uma vantagem e tanto. É por causa desses gatos que toda a trama começa. Os pais de Charlie são dois cientistas, ambos os quais trabalham em uma cura para a asma e outras alergias causadas pelo contato com a família dos felídeos e como resultado de suas descobertas científicas, são raptados por uma empresa farmacêutica conhecida misteriosamente como a Corporação.

É então que Charlie embarca numa aventura para tentar encontrar seus pais e acaba à bordo de um navio que transporta um circo onde faz amizade com os leões que sonham em recuperar sua liberdade. Assim eles se tornam aliados e dão ao leitor momentos de grande diversão e emoção durante a jornada.

O livro tem ação do começo ao fim, o que torna esse livro perfeito para leitores que reclamam quando um livro “demora a embalar”. Afinal, quem nunca pensou em se juntar ao circo, ou descobrir uma grande conspiração? E claro, não podemos nos esquecer dos leões (que são excitantes o suficiente caso você nunca tenha sonhado em trabalhar num circo ou mesmo desmantelar um imenso complô) que com suas personalidades contrastantes - amigos alegres e leais mesmo sendo poderosos predadores – os garantem como ícones reais e críveis. Por sinal, a capacidade das autoras em valorizar as características particulares mesmo dos personagens menores ou secundários faz com que elas consigam ter controle total da história.

Com personagens únicos, um protagonista forte e carismático e um enredo que flui numa velocidade incrível O Menino-Leão é o tipo de livro que pode agradar a qualquer pessoa e ser apreciado por qualquer idade, mesmo sendo originalmente voltado para um público mais infantil.

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Alison
twitter: @menino_magro




O que acha de construir um playground para o seu gato na sua casa? Totalmente modular e adaptável ao seu espaço?

E a melhor parte é que você também se diverte com diferentes combinações e criando praticamente qualquer estrutura que lhe vier a mente.


Os designers da empresa Poopy Cat optaram por utilizar a plataforma Kickstarter para financiar seu projeto. Pra quem não conhece, a plataforma é o mais importante site de crowdfunding (financiamento coletivo) do mundo.

A meta de 5.5 mil euros foi atingida muito antes do prazo final e o projeto arrecadou quatro vezes o valor no final da campanha, no dia 16 de janeiro. https://www.kickstarter.com/projects/95533349/build-your-own-cat-playhouse-with-blocks-again-and

Para quem não participou do financiamento pode comprar o produto, via pré-venda, diretamente do site da empresa. http://www.poopycat.com/nl/



O produto é basicamente um grande Lego de papelão, onde as caixas podem ser montadas de diferentes formas. Há também conectores, túneis, pontes e outros acessórios.

O legal desse projeto é ser adaptável para qualquer espaço. Se você tem espaço na sua casa, você pode criar algo grande com vários módulos. Se você tem pouco espaço, pode criar algo como uma torre, indo na vertical. E a partir do momento que seu gato (ou você) se entediar com aquela criação é só combinar de uma maneira diferente.


A Poopy Cat garante que o material é resistente e aguenta gatos de várias raças, tamanhos e temperamentos.

Os blocos são feitos a partir de papelão 100% biodegradável, pois é um material forte, durável e sustentável. Além disso, a empresa trabalha em conjunto com órgãos de proteção de animais, abrigos e faz uma doação para cada produto vendido.



Veja o vídeo abaixo e conheça melhor o projeto:



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Fernanda Frias
twitter: @a_fepa




O escolhido deta semana é o Gato Ofendido!

Gente, muito cuidado com esses aplicativos que prometem que você terá uma discussão filosófica com o seu felino! Eu acho que ela acabou xingando a mãe desse gato, e ele não deixou barato...

 "Ei! Não mete a mãe-gata no meio! Fuuuuuzzzzzz!!!"



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Bea



12 de mar de 2015

Havana | Gatos de Raça


Imaginem um siamês com uma linda cobertura de chocolate ao leite e um comportamento tão gostoso quanto o melhor chocolate suíço. Isto é um Havana. Deliciem-se!

purrfectcatbreeds.com
História

As origens são antigas e vêm da terra misteriosa chamada Sião, agora Tailândia, que é o lar dos ancestrais  dos Siameses, Birmâneses, Korats, e dos Havanas, como evidenciado pelas ilustrações e descrições em um manuscrito chamado The Cat-Book Poems. O manuscrito foi escrito na cidade de Ayutthaya, Sião, em algum momento entre 1350 e 1767.

Embora os gatos marrons fossem vistos na Inglaterra por volta  de 1800, um grupo de criadores britânicos no início dos anos 1950 desenvolveram o gato marrom chamado de Havana através de cruzas. A baronesa Von Miranda Ullman (gatil Roofspringer), a senhora Anne Hargreaves (gatil Laurentide) e o senhor E. Fisher (gatil Praha) utilizando gatos siameses com pontos marrons e gatos domésticos de pelos curtos pretos e azuis, criaram um gato todo cor de  chocolate.

O primeiro gato Havana registrado foi Elmtower Bronze Idol, cujos pais eram um Siamês (Elmtower tombée) e uma preta de pelo curto (Elmtower Susannah). Em meados de 1950, a Sra. Elsie Quinn (gatil Quinn) contatou a  baronesa Von Ullman do gatil Roofspringer e importou os primeiros gatos Havanas para os EUA que formaram a base para a raça Havana Brown na América do Norte. Hoje em dia, existe uma diferença significativa entre os Havanas ingleses e os americanos. Os gatos ingleses são mais orientais, com perfis em linha reta, e cabeça em forma de cunha. Os norte-americanos preservam a aparência original com as orelhas eretas, focinho de espiga de milho e linhas de perfil angulares.

A CFA foi concedeu o estatuto de campeonato, em 1964.

A TICA concedeu o estatuto para campeonato em 1983.

E agora tem o estatuto de campeonato em todas as principais associações de gatos do mundo.

Duas histórias existem sobre o nome da raça. Uma afirma que a raça foi nomeada após pela semelhança com o coelho Havana. A outra diz que a  raça foi nomeada pela semelhança com a  cor dos bons charutos cubanos.


Aparência

petinsurance.com
Descrição
O Havana é um gato impressionante com uma rica pelagem cor de mogno e olhos verdes brilhantementes. O pelo curto revela as linhas graciosas deste gato elegante, enquanto os expressivos olhos verdes demonstram inteligência

Aparência geral 
Um gato de tamanho médio e estrutura firme e muscular, exibindo uma sensação de poder, mas também elegância e graciosidade.

Membros locomotores
O Havana é relativamente alto quando está com as patas esticadas. Os membros locomotores das fêmeas são magros e delicados em comparação aos machos, que têm os membros locomotores poderosamente musculosos.

A cauda
A cauda é magra,  nem longa nem curta, de comprimento médio em proporção ao corpo

Cabeça 
A cabeça é ligeiramente mais comprida do que larga, estreitando para um focinho arredondado. O focinho é muitas vezes comparado a uma lâmpada ou um sabugo de milho preso no rosto.

Pescoço
De tamanho médio e musculoso.

As orelhas
As orelhas são grandes, redondas ligeiramente inclinadas para frente, dando ao gato uma aparência de alerta. Há poucos pêlos no interior ou no exterior das orelhas.

Os olhos
Os olhos são ovais, de tamanho médio, estão afastados e são brilhantes, alertas e expressivos.
A cor dos olhos é qualquer tonalidade viva de verde, e quanto mais forte a cor, melhor.

Pelagem
A pelagem é curta lisa e brilhante. Tem a cor marrom ou marrom avermelhado, sendo que marrom escuro (sable)é considerado uma falha.

Mais detalhes:
http://www.tica.org/images/pdf/standards/hb.pdf
http://www.cfa.org/Portals/0/documents/breeds/standards/havana.pdf

mypets.net.au

Saúde e Predisposição a Doenças

Devido à reprodução diligente a Havana é uma raça saudável, especialmente considerando o pequeno tamanho do pool genético.

Nenhuma doença ou predisposição digna de nota.


Cuidados

Pentear com um pente de aço, de duas a três vezes por semana.

Oferecer uma dieta equilibrada, preferencialmente uma ração de qualidade super premium, e água mineral.
Cortar as unhas semanalmente.

Escovar diariamente os dentes com escova e pasta indicada pelo veterinário.

Arranhadores são interessantes.

Visitas frequentes ao veterinário para orientações quanto aos cuidados e vermifugação, além de todo esquema de vacinação.


Comportamento/Temperamento

O Havana é um gato brincalhão, sendo uma raça indicada para pessoas curiosas. Ele quer muita atenção e irá devolvê-la com muito carinho. Este gato curioso e inteligente adapta-se à maioria das situações e vai vir correndo para investigar um barulho na porta ou um acidente na cozinha. O Havana é um companheiro ideal se você está procurando um gato carinhoso, inteligente, que quer ser parte de tudo que você faz.

Compartilhar sua casa com um Havana é um privilégio e um prazer. Companheirismo e interação humana é uma necessidade para esta raça. Eles se dão bem com outros gatos, cães e crianças. Eles não só  insistem em ser parte de cada atividade na casa, eles também insistem em ter a última palavra em tudo.

A raça é considerada moderadamente ativa quando comparado com algumas outras raças de pêlo curto.

Havanas anseiam interação humana e não se dão bem, se negligenciados ou deixados sozinhos por longos períodos. Portas fechadas são inaceitáveis. Se você trabalha o dia todo e tem uma vida social ativa durante a noite, considere uma raça menos dependente. Quando dado amor e atenção suficiente, no entanto, eles são completamente dedicados a seus seres humanos escolhidos. Eles gostam de outros brinquedos também, mas só se você está lá para lançar a bola para trás ou balançar-se as penas. Eles preferem ter uma meia hora de seu tempo do que uma sala repleta de brinquedos. Outro gato para ser seu companheiro é necessário, se você vai estar longe o dia todo.


Notas

Nota1: Apesar de todas as qualidades de um gato de raça, um vira latinha apresenta milhões de qualidades, que o farão tão ou mais especial que qualquer gato de raça pura.

Nota2: Pense sempre em adotar um gatinho. Não existe um ato de amor tão especial, quanto à adoção. Seja adulto ou filhote, não compre, adote.



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e mail e MSN: msaleixo@hotmail.com



3 de mar de 2015

COISA DE MULHER | Tudo Gato

Semana das Mulheres com a campanha COISA DE MULHER.

O Tudo Gato, em parceria com a startup Postei!, preparou uma campanha muito especial neste ano em homenagem às mulheres! Leia este post sobre a campanha e compartilhe essa bandeira com todos! Afinal, as mulherem merecem muito mais do que presentes!

Thalyta Govale e Caveira - Talytha Govale é uma fashionista nata, produtora de moda e vegan por opção, mãe da Gigi, a pequena também participou desta campanha. A loira busca ajudar os animais como uma tarefa de vida, resgata gatos abandonados e faz a adoção responsável. @talythagovale

Alyne Crystine e Mimi - Alyne Crystine é uma modelo joseense, apaixonada pelos animais, tem 5 bichinhos em casa, sendo 3 gatos! Instagram @lycanega 

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho. Diante disso, o "dia da mulher" marca uma CONQUISTA FEMININA – Que, nos dias atuais, acabou perdendo o seu real sentido.

Giovana, tem 7 anos, vegetariana desde a barriga, apaixonada por crianças e animais. Ela tem 3 gatinhos e vários outros resgatados. Ajuda sua mãe Talytha nessa tarefa em cuidar dos bichanos.

Bruna Tau e George Flato - Bruna Tau, 29, mãe da pequena Helena, formou-se em Pedagogia, Produção de Moda e Estilismo, atua na área de moda e é problogger há 4 anos, tem dois blogs, o Cereja n’ Pimenta (Tattoo, Vegetarianismo, Moda e Casa) e o Navyblue ( Náutica e Lifestyle), uma de suas paixões, além de gatos, é navegar, a moça é Mestre amadora no assunto. Instagram @Bruna_Tau

É essa então a intenção da campanha: tentar recuperar um pouco esse ponto de vista de que a mulher não está recebendo algo de presente APENAS POR SER MULHER, mas sim porque LUTOU e CONQUISTOU. Queremos mostrar que não é uma data de celebração pura e simplesmente, mas um momento propício para reflexão e luta e que isso sim é COISA DE MULHER, pois ainda há muito o que ser feito e alcançado!

Ali Santos e Neguicki - Ali Santos, 23 anos e aquariana. Trabalha com comunicação de moda e beleza, recém vegetariana e crazy cat lady. Teve gatos a vida toda e hoje tem 3, que foram adotados. @santosali

Dé Fernades e Polly - Débora Fernandes 27, é formada em moda, tem um blog de moda plus size que tem como objetivo valorizar a autoestima feminina através da informação de moda, afinal, a beleza não pode ser medida pelo tamanho do manequim. Na infância teve dois gatinhos, a Naftalina e o Chiquito. Instragram @deborafernandesplus

Para algumas mulheres a comemoração é por tudo o que foi já conquistado; para outras, ainda há tanto a ser transformado, que a celebração se torna um peso. Elas aguardam o verdadeiro dia da mulher. Um dia em que celebraremos o fim da violência contra a mulher; o dia em que deixarão de ser inferiorizadas por causa do seu gênero; quando elas passarem a receber salários iguais aos dos homens e não forem mais reconhecidas somente por seus atributos físicos.

Charry Porto Jin e Mimi - Charry Jin , 26 anos , sagitariana , modelo e aspirante a fotógrafa, mora em São José dos Campos - SP com seu marido e seus dois gatos


Ficha Técnica

Iniciativa: Postei!/Tudo Gato
Veículo: www.tudogato.com
Direção de Criação: Laurence Esgalha
Direção de Arte: Thaluan Esgalha
Redação: Alison do Vale
Fotografia: Denise Hellena
Produção Artística: Bruna Tau
Modelos: Ali Santos, Alyne Crystine, Dé Fernandes, Thalyta Govale, Bruna Tau e Charry Porto Jin
Gatos: Neguicki, George Flato, Mimi, Polly, Kurt e filhote.




Gatos Guerreiros

Erin Hunter


Todos nós em algum momento (ou em vários) já paramos diante de nossos gatinhos, os encarando tentando adivinhar ou até mesmo entender o que eles estariam pensando, não é mesmo? Teriam os gatos de estimação ambição maior do que apenas aguardar a hora das refeições, brincadeiras e soneca?

A série de fantasia “Gatos Guerreiros” propõe essa possibilidade ao mostrar, através dos olhos de um gato doméstico, as experiências de encarar aventuras e desventuras na vida selvagem.

Erin Hunter, a quem é atribuída a autoria dos livros da série é, na verdade, um pseudônimo para várias escritoras que se revezaram para dar vida ao livro sob a tutela da editora Victoria Holmes. O fato de haver escritores diferentes faz com o que o livro perca vez ou outra um pouco de fluidez, mas ganha bastante em descrição, pois cada autor, com sua abordagem única, traz uma imagem diferente das situações e personagens.

A série principal, que vendeu mais de 6 milhões de exemplares na Europa e nos Estados Unidos, conta com seis livros ao todo. No entanto, até o momento já há mais cinco séries derivadas, todas elas também com seis livros publicados.

O primeiro livro, “Na Floresta”, conta a história de um gatinho chamado Ferrugem, que sonha um dia conhecer a floresta, pois está cansado da vida caseira que leva. Ele sai em busca de desbravar esse mundo novo e acaba conhecendo um gato feral (falamos sobre esses gatos aqui), que é integrante de um dos quatro clãs de gatos selvagens que dividem a floresta e é assim que a aventura começa.



Alianças, códigos de honra, lições de bravura e lealdade e batalhas para defender seu grupo e seus amigos; cada passo deve ser seguido à risca para se tornar um verdadeiro guerreiro e o gato de pelagem cor de fogo brilhante e olhos esmeralda irá enfrentar situações das mais diversas para garantir seu espaço no clã que o acolheu e também tentar evitar que um mal iminente caia sobre o seu grupo.

O estilo envolvente, a quantidade e variedade de personagens e a forma como são retratadas as aventuras desses gatos fascinantes permite que comparemos “Gatos Guerreiros” à série Harry Potter e os livros de Tolkien. Inclusive, os gatos com suas características e personalidades é o que mais cativa o leitor.



Se fantasia e livros de aventura chamam sua atenção, certamente as ideias criativas e as imagens altamente descritivas te farão se envolver e se emocionar com a série.

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Alison
twitter: @menino_magro



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